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Estradas da vida Notas com títulos (imitando Bulga) FESTA - Hoje comemoramos, na Pizzaria Pepperoni, o aniversário de Thiago Ramari e Eliana, colegas de trabalho. Foi uma reunião gostosa, com poucas pessoas: Ju Fontanella, Dayse Hess e marido, Maíla, Maria, Grazi e Fisher. Parabéns, meninos! MAMA - Vou passar o Dia das Mães sem minha véia, mas é por uma boa causa: ela vai estar em Curitiba, com o meu irmão. Segunda é aniversário dele. PEREGRINAÇÃO - E saiu ontem a reportagem sobre os 61 anos de Maringá. Aquela que fez o Ramari, Ivan, Luiz Fernando e Ricardo Lopes caminharem por toda a cidade, de leste a oeste e de norte a sul. Adorei o caderno. Ficou um texto literário, gostoso de ler, com estilos diferentes para cada repórter. Achei uma bela homenagem a Maringá, que pode virar livro em breve. POLICIAL - Estou lendo o trabalho de conclusão de curso do Ramari, sobre o "Caso Barão". Pelo livro-reportagem, ele foi indicado ao Prêmio Sangue Novo, o mais importante do jornalismo paranaense. A entrega dos prêmios vai ser dia 30, espero que ele ganhe o 1º lugar (mas pelo menos o 3º já é garantido). ESTRÉIA - Domingo passado fui na primeira exibição do Cineclube da Faculdade Maringá. Deu gosto de ver: auditório cheio e o filme foi o excelente "Cinema, Aspirinas e Urubus". Espero que o projeto siga firme e forte. Na quinta, fui ao CinUem assistir "Quanto mais quente melhor" e quase morri de rir. Adorei. O debate foi comandado pelo Ramari e foi ótimo também. DIA - A matéria campeã em trabalho, a que eu mais me matei para fechar (extrapolando o deadline) foi a de quinta, dia 8, sobre o Dia do Artista Plástico. Quando cheguei na redação e pude ver a página, descobri que ia precisar preencher duas páginas. Tive dificuldade para encontrar algumas fontes e precisei escrever quase 10 mil caracteres. Ouvi os artistas Zanzal Mattar, Jorge Pedro, Nivaldo Tonon e Carlos Emar Mariucci. O resultado me agradou muito, tanto o texto quanto a diagramação. EXPECTATIVA - Recebi release do Filo. Algumas atrações já foram confirmadas. A matéria com mais informações sai essa semana, provavelmente na quarta. Vem muita coisa boa por aí. E adianto: pode ser que role uma extensão em Maringá. O contato está sendo feito, agora é cruzar os dedos. CONVITE - Recebi convite para conhecer a Mostra de Dança Contemporânea de Umuarama. A assessoria de imprensa é a Jacke Seglin, que também assessora o Filo. A programação parece boa e quero tentar ir, mas tudo depende de conseguir entrar num acordo com os editores, Jary e Dayse (e adiantar material para poder viajar). Lá também vai rolar um festival de teatro em breve. Escrito por Rachel Coelho às 02h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pensando a cultura Semana de Exposição Agropecuária na cidade. Entrevista com Léo & Giba, matéria com Tchê Garotos, erro de informação no serviço do show, ligação até do Procon e de uma assessora de imprensa bastante antipática (do tipo que marca coletiva duas horas antes do show). Ossos do ofício. Tenho pensado no quanto os jornalistas não podem ter preconceitos. Na verdade, teoricamente, seria muito bom se ninguém tivesse. Só que isso é uma coisa inerente ao ser humano: as pessoas têm preconceito com aquilo que não gostam. Eu estou aprendendo, diariamente, a valorizar o trabalho de todas as pessoas, seja uma dupla sertaneja, uma banda de rock ou um cineasta independente. Tô me sentindo muito bem assim. Um assunto costantemente em pauta nas rodas de conversa tem sido a questão da cultura em Maringá. Reitero aqui a minha opinião: estou otimista. Sinto que está havendo uma transformação bastante evidente, para quem acompanha o cenário desde a década de 90. Flor Duarte está fazendo uma boa gestão como secretária de cultura, oferecendo eventos com regularidade e que estão cumprindo a função de educar o público. Antigamente, o povo em Maringá não era pontual e não sabia se comportar dentro de um teatro. Hoje a situação é outra. Toda terça tem 'Convite à Dança', toda quinta tem 'Convite à Música' (sempre erudita) e toda sexta tem 'Convite ao Teatro'. Existem os tradicionais festivais: de corais, de música e de cinema (e tem o festival de teatro de bonecos, que ainda não se sabe se vai rolar este ano ou não, por falta de grana, já que a Lei de Incentivo está parada). A sétima arte parece uma obsessão maringaense: projeto Um Outro Olhar, CinUem, CineMarx e, desde domingo passado, o Cineclube da Faculdade Maringá, comandado pelo incansável agitador cultural Paulo Petrini. Isso para não falar nos jovens que fazem curtas e longas de baixo orçamento. Temos uma filial do Projeto Guri, única no Estado; um cenário musical interessante, com bandas independentes; e artistas plásticos muito bons também (pelo menos para os meus olhos leigos). Na minha opinião, a dança e o teatro são os que sofrem mais no quesito qualidade, embora existam grupos e academias de sobra por aí. As produções locais precisam melhorar muito e acho que existem condições para isso, desde que sejam humildes. Esses artistas precisam deixar de preguiça (e comodismo). Falta trazer mais shows com preços acessíveis e espetáculos de qualidade, por que quanto mais o povo ver teatro, mais crítico vai ficar. Falta teatro de rua, com o qual o povo não sabe lidar. E o que vai acontecer quando Flor sair do cargo? Quem mais tem competência para ocupar este cargo na cidade? Por que, sinceramente, eu não gostaria que o prefeito fosse reeleito, mas não pode haver um retrocesso, é preciso encontrar alguém que dê continuidade aos projetos iniciados pela Flor. Já é hora de pensar nisso. Escrito por Rachel Coelho às 01h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Semana em Maringá Tenho trabalhado um monte. Essa semana voltei pra equipe do D+, enquanto o Ramari foi caminhar pela cidade de leste a oeste para uma reportagem especial pro caderno de aniversário de Maringá. Foi uma semana tranquila. Na terça fui ao Convite à Dança ver "Abraço de Câmara", da Rocio Infante. Cheguei atrasada e tivemos dificuldade para entrar, mas deu certo. Não sei se foi uma boa idéia. Achei o espetáculo chato, sem sentido, modernoso demais. Sabe aquelas coisas que tem luz fosforescente, nudez e coisa desconexa só pra dizer que é experimental? É quase isso. De qualquer forma, acho importante que esse tipo de coisa fique em cartaz na cidade, pra causar estranhamento e "acostumar" o público com o diferente. Maringaense só vê coisas muito tradicionais (e olha lá). Não está preparado pro novo. Na sexta vi o Convite ao Teatro, com "Peripécias circenses", do Circo Teatro Sem Lona. Como eu já esperava, não é ruim mas é fraco. Acho que ainda falta habilidade para que eles se considerem circenses. São bons dentro daquilo que se faz na cidade, mas não acho que sejam a última coca-cola do deserto. Também acompanhei o elenco do Mágico de Oz numa intervenção na Santa Casa. Lá, descobri que personagem não dá entrevista. Sim, não consegui falar com os atores simplesmente por que eles estavam caracterizados como personagens. Aff! A peça é boazinha, mas perdeu muito sendo adaptada para a realidade local. Os cenários rotatórios, por exemplo, não vieram. O balão que fica em cena também não. O diretor deu uma palestra onde deixou transparecer todo o seu lado blasé. Ui! E é isso. Que venham as próximas semanas. PS: agora é definitivo, não faço mais O Diário na Escola. Não recebi sequer obrigado da equipe do programa. Escrito por Rachel Coelho às 22h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Virada Cultural No final de semana passada, eu e Thiago Ramari fomos a São Paulo acompanhar a Virada Cultural. Foi um evento maravilhoso e uma grande experiência para nós. Saímos daqui com uma excursão da UEM, pela qual pagamos R$ 100. Organização não é muito o forte do povo, então o ônibus saiu com três horas de atraso (mais de uma hora da manhã). O Thiago estava com mais dois amigos, a Maíla e o Diego (gente muito legal). A viagem foi mais ou menos tranquila, apesar de eu ter me irritado um pouco com os neo-hippies metidos a loucões. Não tenho mais idade nem paciência pra pessoas que não respeitam o espaço do outro e só querem saber de beber e fumar maconha. Chegamos lá em cima da hora de pegar a credencial, num lugar em que nem sabíamos chegar. Ligamos avisando do nosso atraso e partimos para o terminal parque Dom Pedro, onde pegamos outro ônibus pra Pinheiros. Nem foi tão difícil achar e nós logo perceberíamos que as credenciais fariam toda a diferença. Com ela, ficamos numa área destinada à imprensa, entre o palco e o público. Deu pra ver os shows bem de perto, sem ser esmagado pela multidão. Pegamos um hotel bem no centro, em plena avenida São João (local onde foi instalado um dos principais palcos do evento). O Hotel Caravelas parecia estar em reforma, é bem simples e foi suficiente para o que precisávamos: deixar as coisas, tomar um banho e fingir que descansavámos, pois o barulho do palco era tanto que seria impossível dormir. Eu já quase nem dormi na viagem, só cochilei. Com a credencial na mão e depois de uma breve passagem pelo Bar da Brahma, almoçamos no restaurante Vovó Helena e esperamos a hora do primeiro show, às 18h, com a cabo-verdiana Cesaria Evora. Depois, eu e Maíla pegamos senha pro espetáculo "Passo", de Antonio Nóbrega, na Galeria Olido. O espetáculo foi maravilhoso, pena que perdemos a ciranda final para sair correndo pro show da Gal Costa. Não tinha como perder um show de graça de um dos maiores nomes da MPB. Foi bacana. Depois, de novo, eu e Maíla fomos andar atrás de uma peça de teatro. Finalmente conheci a famosa Praça Roosevelt. Queria ter visto a peça dos Parlapatões, mas estava lotada. Como nos perdemos (e andamos muito) só deu tempo de ver "Minha nossa", que nem curti muito. Quem nos colocou pra dentro foi o bilheteiro, meu colega Ricardo Leandro. Minha primeira matéria quando voltei do Festival de Curitiba e comecei o teste foi sobre ele (aquela que o editor-chefe classificou na crítica diária como "um samba-do-crioulo-doido"). Ricardo me disse que seu irmão chorou lendo a matéria e que sua mãe também ficou emocionada, por que ambos acompanharam a sua luta. (...) Depois da peça, voltamos para ver o show dos Mutantes, marcado pras 3h. Não gostei da nova cantora, acho que ela não tem nada a ver com o espírito da banda, nem a voz, nem a postura de palco e nem mesmo o visual. Achei gospel demais. Depois do show (quase 5h da manhã), tentamos dormir, mas às 6h já tinha outro show no palco. Tomamos café (que, por sinal, não deixou a desejar) e partimos pro show do Teatro Mágico, às 9h. O show foi excelente, todos nós amamos. Depois, conversamos com alguns integrantes da banda, inclusive o sr. Odácio (da lojinha e pai do vocalista). O tal do Fernando Anitelli é que nos fez esperar muito, enquanto batia papo com os colegas. Mas valeu. Depois ainda rolou lanche na feira da praça da República (eu comi tapioca de queijo e o Thiago comeu tapioca pela primeira vez); o maravilhoso show de Arnaldo Antunes; a Orquestra Imperial e a Fernanda Takai, quando eu já estava podre. Para voltar, rolou um certo stress. Os 'desorganizadores' do ônibus marcaram o encontro para 19h, em frente a Catedral da Sé. De lá, andamos quilômetros (desnecessários) até o ônibus. Acho que eles se esqueceram que os ônibus têm rodas. E ainda precisamos passar mais 3h esperando para sair, com o desespero de chegar em Maringá na segunda e ter que ir direto trabalhar. E foi o que aconteceu conosco: 9h já estávamos na redação (mas é que os ripongos não deviam ter que trabalhar no dia seguinte, por isso estavam sossegados e até tiraram sarro do nosso desespero). Thiago escreveu um texto mais geral sobre o evento e eu escrevi sobre o Teatro Mágico, matéria que desde o início eu queria fazer. Depois trocamos e revisamos o texto um do outro, fazendo correções que nos permitiram assinar os textos junto (até porque fizemos tudo juntos, inclusive as entrevistas). Teve repercussão: conheci uma moça que tem o vocalista da banda tatuado nas costas. Ela ficou muito agradecida pela matéria e seu agradecimento foi publicado no jornal. O editor-chefe também nos deu os parabéns na crítica e disse que a cobertura mostra que estamos antenados com o que está acontecendo por aí. Ver SP como nós vimos foi uma das melhores surpresas da viagem: as pessoas andando sem medo pelas ruas, sem se preocupar com horário e sinalização. Crianças brincando em plena madrugada, metrô funcionando a noite toda e o quase insuportável cheiro de latrina no dia seguinte, além da sujeira. Vimos uma Sampa transformada. Escrito por Rachel Coelho às 22h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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