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Estradas da vida Ontem foi meu primeiro dia como repórter dos suplementos. A dinâmica é totalmente outra, e a editora também (Dayse Hess). Espero que dê certo e que seja bom. Tenho um mês pela frente. Também descobri que devo escrever mais uma página do O Diário na Escola. Ontem também tive uma noite, no mínimo, diferente. Fui com o Tico, a mãe dele (Helena), a tia dele (Cida), o irmão dele (Rodrigo) e a cunhada, além do Leandro, ao bar do pai dele, o Moacir. Ou seja: um programa familiar. Teve show de música sertaneja e uma canja da Márcia Mara. Apesar de ser um estilo bem diferente do meu, a noite foi divertida. Ontem também saiu a lista de selecionados do Femucic. Alguns nomes já são meus conhecidos (e queridos). Acho que vai ser uma edição gostosa, comemoração de 30 anos. E eu fico pensando em como sobreviver a três dias de ócio em casa. Já marquei compromisso para amanhã com Evie, Michely e Tico. Escrito por Rachel Coelho às 18h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E no dia seguinte... ... no blog do Marcelo Bulgareli... "VIBE Enfim ... Um dia a gente não cita um nome importante, no outro dia o nosso crédito não é dado na matéria que escrevemos. É assim que funciona. Nunca deixo de me lembrar do meu caríssimo editor Bulgareli. Ele diz: "o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã". A gente tenta fazer um bom trabalho, mas não adianta. O povo quer mesmo é ler a página policial e a coluna social. Sigo firme e forte, buscando minhas pautas (é um verdadeiro trabalho de garimpo). Aceito sugestões. :) Escrito por Rachel Coelho às 21h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] QUERIDO DIÁRIO ... rs! Hoje o ônibus de volta pra casa atrasou 20 minutos. Eu ia ao cinema, mas mudei de idéia. Nenhum dos filmes em cartaz me cativou. Comecei mal o dia. Garganta doendo (porque não consigo dormir sem ventilador, mesmo no frio), estava chovendo e eu não gosto de chuva. Depois, minha matéria sobre feiras na Vibe, que deu um trabalho considerável, saiu sem meu nome. Fiquei chateada, mas parece que o Geordano ficou mais ainda, então relaxei. Hoje foi publicada minha última página do O Diário na Escola, depois de quase dois anos de trabalho. Foi sobre Tiradentes, herói e mártir brasileiro. Ainda estou esperando que alguém venha falar comigo a respeito de minha saída. Nem o coordenador do programa, nem a minha substituta vieram dar tchau. Fiz duas entrevistas do D+ hoje, mas amanhã não sai nenhuma matéria minha. Estou preparando pro final de semana e, possivelmente, meus últimos dias de O Diário (até dia 22). Programava uma viagem no feriado prolongado, mas não vai rolar. Não sei o que fazer com três dias de ócio. Acho que estou viciando em trabalho (ou precisando de um namorado). Passo muito mais tempo do que o necessário no O Diário. Chego sempre às 8h30 e saio quase 18h, às vezes até mais tarde. Tenho me apegado àquilo lá e isso não é bom. Estou me dando muito bem com o Thiago Ramari e, mais do que nunca, com o Fábio Massalli. Acho muito bacana isso: ter amigos no ambiente de trabalho, ainda que seja um trabalho temporário. Um tem ajudado o outro e acho que estamos fazendo um caderno legal. Ontem saiu a minha matéria sobre fanzines. Deu um pouco de trabalho porque eu tive que fuçar bastante para encontrar os caras. Como eu já imaginava, deu pano pra manga. Não falei com o Andye Iore, o pioneiro em publicar fanzines na cidade, por isso rolou um certo "stress". Ele publicou o The Wild Side de 1991 a 1994 e merecia ter sido ouvido. No entanto, existem fatores que complicam a vida de um repórter, os quais quem está de fora não tem nem idéia. Reconheço a importância do Andye. Conheci ele a partir de seu fanzine. Cheguei a ligar pedindo desculpas e me explicando. Entendo e respeito que ele tenha ficado puto (assim como eu fiquei quando vi que meu crédito não tinha saído na matéria), mas o ruim foram os posts na internet. O Bulga pegou leve: "FANZINES Mas olha o Angelo Rigon, o autor do blog mais lido da cidade: "Querendo mudar a história É preciso que se registre, em nome da boa e correta informação: O Diário
publicou reportagem sobre a volta dos fanzines e ignorou alguns fatos; basta ir neste link, do primeiro fanzine da cidade, não citado no texto do jornal, que , intencionalmente ou não, tenta alterar o processo histórico cultural da cidade. E os comentários: "Então, Zé. Li a matéria e fiquei bem triste. The Wild Side marcou época em Maringá e em minha vida também. Anderson Iore, Bertola, Toninho... "Não vi a matéria de O Diário. Mas o primeiro "fanzine", ou com outro nome na época, não foi criado pelo STRUET ? E os anônimos: "Realmente foi mancada do jornal, vi lá no link Rigon que tem até a participação do Lukas e o jornal poderia ter usado isso de forma positiva na matéria. Agora se o erro foi por falha da jornalista ou por imposição do jornal só para não citar outro jornalista do concorrente, é imperdoável de qualquer geito". "A repórter deveria ter se informado melhor e tentado conversar com amoçada da época. Deve ter vindo de fora (Londrina ?)e pesquisado a história da cidade. Me senti como o Lukas e também fiquei bem triste, assim como o Andye também deve ter ficado. Gente, eu não estou querendo mudar a história. eu não sou de Londrina. eu não sou podre nem barata, nem anti-jornalista. só isso. Escrito por Rachel Coelho às 21h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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